A educação contemporânea difere muito daquela de outrora em que muitos de nós, educadores formados há pelo menos duas décadas conhecemos. Muitos tabus e estereótipos foram derrubados; a sociedade sofreu uma metamorfose profunda em sua apresentação familiar; muitos valores sofreram deformações e se atrofiaram, causando espanto a cada vez que nos deparamos com situações que há alguns anos atrás eram uma verdadeira ofensa à moral e às normas consuetudinárias da sociedade de outrora!
Hoje, acompanhamos impávidos e chocados a forma como as nossas crianças chegam à escola, trazendo um conhecimento prematuro sobre assuntos que deveriam ser ensinados a medida que elas fossem crescendo, seguindo e respeitando cada etapa de seu desenvolvimento.
Os educadores da atualidade tem se deparado cada vez mais com situações ligadas à falta de orientação sexual que deveria, pelo menos em tese, começar em casa e continuar na escola. Mas como fazer isso? Eis a grande questão!
Poderíamos começar com uma parceria entre a família e a escola para a formação sexual da criança. Para isso, a família também deve ser orientada, visto que ela é a fonte principal da formação, da base da criança, para que a criança tenha uma referência salutar e não aprenda de qualquer jeito ou pela rua como geralmente acontece.
Nesse sentido, os temas transversais sobre orientação sexual, assumem uma grande importância na medida em que a escola tem que tomar conta de uma atribuição que não deveria ser somente dela. Crianças oriundas de lares despedaçados, sem uma formação familiar consistente e sem condições de oferecer uma educação de berço, apresentam como maior consequência uma gama de crianças e adolescentes com a sexualidade aflorada, amadurecidos a força, tendo muitas vezes de assumir o arrimo de uma família sem condições de repassar valores que nunca tiveram e muito menos vivenciaram.
Assim, “a escola é tida como um importante complemento, isso quando bem orientada. Os jovens, apesar de muitas vezes não demonstrarem, são extremamente necessitados de conceitos morais e do amparo familiar que, quando realizados de forma coerente, proporcionam a formação de homens e mulheres de valores, exemplos para a sociedade”.
Portanto, os educadores de hoje tem uma atribuição importante fundamental na formação de jovens críticos e conscientes de seu papel na sociedade, trazendo a esperança de um mundo melhor com paz e justiça social.
É valiosa sua reflexão acerca deste tema. De fato é espantoso como a sexualidade se tornou tão banal para nossas crianças e adolescentes. A facilidade que eles "ficam" (e não fica nada) ou mantem relação sexual sem o menor sentimento de afeto, tudo pela curiosidade. E com isso vai crescendo o índice de garotas jovens, grávidas, sem eira nem beira(pobres bebês), isso sem falar nas DST's. E o subdesenvolvimento ou a ignorância das famílias é tão grande que tem pai ou mãe que ainda acha que quando o professor desenvolve palestras educativas sobre sexualidade, na escola, é estar incentivando os seus filhos a praticarem o ato. Pode???!!!
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