terça-feira, 11 de outubro de 2011

O ideal, o possível e o impossível na Educação no Amapá

Todos nós, operadores da Educação, aprendemos na Academia sobre os fatores que influenciam de maneira positiva ou negativa no sucesso do binômio educacional ensino-aprendizagem, dentre os quais podemos mencionar as metodologias empregadas no desenvolvimento da prática docente; os recursos didáticos e ferramentas educativas usados para incrementar as aulas; os planejamentos pedagógicos necessários para que as aulas aconteçam de forma articulada; a quantidade ideal, bem como a quantidade adequada de alunos por sala de aula para que seja desenvolvido um trabalho pedagógico satisfatório, entre outros.

Destacamos este último fator - a questão da quantidade de alunos por sala de aula - para erigir nossos comentários. Indo direto ao ponto, a quantidade ideal seria de quinze a vinte alunos para que fosse dispensada uma atenção mais individualizada a cada aluno; o possível seria trabalhar com uma média de vinte a vinte e cinco alunos, sendo que a atenção já não seria a mesma... Mas acima disso é um absurdo, um atentado contra os princípios pedagógicos de razoabilidade. É humanamente impossível realizar um trabalho com o mínimo de consistência e decência com essa quantidade de alunos.

Infelizmente, podemos afirmar que a teoria é completamente diferente na prática, pois esses números são facilmente superados em nome de uma tentativa burra de “empurrar toda criança na escola”.

A verdade é que em nosso estado, a exemplo da maioria, as salas estão ABARROTADAS, impossibilitando o sucesso de qualquer trabalho docente e isso, sem considerarmos outros aspectos como a infraestrutura inadequada de muitas escolas que possuem salas de aulas pequenas, pouco arejadas, mau iluminadas, com as paredes todas riscadas e sujas.

Por essa e por muitas outras a situação da nossa Educação vai muito mal obrigado! E quando isso acontece é muito fácil para os gestores culparem os professores, que diga-se de passagem possuem uma parcela dessa culpa.

Muitos professores podem ficar aborrecidos comigo por essa afirmativa, entretanto, a verdade é que muitos colegas se furtam em participar de qualquer atividade que signifique um esforço a mais em prol da educação de seus alunos e optam pela “teoria do esforço mínimo”! Não participam de reuniões, muito menos de cursos de aperfeiçoamento como o que estamos participando no NTE, chegando até a soar como um insulto falar em participar de um curso de aperfeiçoamento! É uma pena.

Não sejamos parte do problemas... Vamos construir juntos uma solução!
Professor Clovis Freire.

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